Alguns textos publicados na imprensa feitos para o B.I. International. Veja outros no site.
“Se uma empresa entrar 100% na sustentabilidade, ela quebra”, diz especialista em marketing
Para Albélio Dias, vice-presidente de sustentabilidade da Academia Mineira de Marketing, a sustentabilidade é uma oportunidade de negócio e como tal deve ser aproveitadaAlbélio Dias, vice-presidente de sustentabilidade da Academia Mineira de Marketing, quebrou alguns paradigmas ao falar de sustentabilidade na palestra realizada nesta semana no B.I. International de Belo Horizonte, com o tema “Sustentabilidade, um ótimo negócio”.
Albélio afirma que a sustentabilidade é uma oportunidade de negócio e como tal deve ser aproveitada. Esse pensamento, segundo ele, é a única maneira de propagar efetiva e continuamente as ações, de fato, sustentáveis e não apenas “verdes”.
Confira abaixo a íntegra da entrevista com o especialista.
As empresas sabem realmente o que é sustentabilidade?
Existe uma confusão entre empresa sustentável e empresa social. A empresa não é social, é capitalista e pode contribuir para a sustentabilidade.
O que é sustentabilidade e o que é empresa social?
Sustentabilidade de acordo com o conceito da ONU é “o desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”. A sustentabilidade na empresa é garantir a sobrevivência do negócio infinitamente, ou seja, é capitalista e visa lucro. Já a empresa social, de acordo com Muhammad Yunus, prêmio Nobel da paz em 2006, é voltada para resolver problemas sociais, portanto não objetiva maximizar os lucros e não distribui o dividendo, ou seja a receita é reinvestida integralmente na melhoria de produtos e serviços com impacto social. Yunus criou, por exemplo, uma parceria com a multinacional Danone (Grameen Dadone Food) para produzir um iogurte fortalecido com vitaminas e sais minerais com preços acessíveis para combate à desnutrição.
![]() |
| ThinkStock |
Que tipo de contribuição uma empresa pode dar para a sustentabilidade?
As pessoas buscam qualidade de vida e tem desejado a sustentabilidade. As empresas devem encarar essas tendências como oportunidades. As empresas devem se perguntar: “em que essas mudanças se relacionam com o meu negócio?”. A exigência dos clientes devem impactar e gerar mudanças, readequações e se tornar novas oportunidades.
Quais são as mudanças que a empresa deve fazer para se tornar sustentável?
Em primeiro lugar, é preciso implantar uma cultura sustentável, mobilizar as pessoas. Não existem fórmulas prontas, mas promover palestras, reuniões semanais para que todos possam contar quais as atitudes sustentáveis começaram a praticar na última semana, enfim, desenvolver estratégias para que as pessoas realmente vivam, entendam e apliquem a sustentabilidade. Isso faz aflorar a criatividade e a inovação para implementar ações sustentáveis. Para isso acontecer, é preciso incentivo da liderança, como estimular o intra-empreendedorismo, a inovação, flexibilizar processos para que todos desenvolvam atividades sustentáveis, também são atitudes importantes dentro das organizações.
Quais os cuidados que a empresa deve ter?
Se uma empresa entrar 100% na sustentabilidade, ela quebra. A sustentabilidade é um processo e como qualquer projeto exige investimento e retorno financeiro. Por isso, a empresa precisa escolher por onde começar, por um produto, por exemplo. A empresa será sustentável sem deixar de ser capitalista. Um exemplo é a GE, que desenvolveu, entre outros produtos, uma turbina de avião que possibilita o uso de biocombustível: é sustentável e ela ganha dinheiro com isso. Ou seja, a empresa precisa ter a sustentabilidade ligada ao negócio.
Qual o papel das escolas, universidades e escolas de negócio como condutoras da cultura sustentável?
Todo conceito de administração, empresa, gestão atual vieram de um modelo industrial, que é determinístico. As pessoas não foram formadas com a visão sustentável, ou seja, com a visão estratégica para o social e ambiental. Esse é o novo paradigma: a gestão e a formação de pessoas. Hoje vivemos na base da experimentação, da inovação e do empreendedorismo de alguns, mas precisamos de uma visão integrada organizacional direcionada para a sustentabilidade.
Qual o papel da inovação e do empreendedorismo na sustentabilidade?
O Brasil é empreendedor, é, inclusive, destaque na Semana Global do Empreendedorismo, por exemplo. No entanto, falta educar esses empreendedores com a visão de negócio. Muitas escolas não colocam isso de forma prioritária, por exemplo, existem professores falando de empreendedorismo sem nunca terem empreendido. O empreendedorismo se refere ao negócio e não necessariamente a abertura de uma empresa. Portanto, para uma companhia se tornar sustentável, precisará de uma boa dose de empreendedorismo para que surjam ideias inovadoras. Essas são questões de sobrevivência de uma empresa, necessárias para se manter competitiva.
O Brasil vive um momento paradoxal. Por um lado, possui consumidores que exigem mais das empresas ações sustentáveis, mas que não são, na sua maioria, sustentáveis no dia a dia. As empresas também estão, cada vez mais, levantando a bandeira da sustentabilidade, mas também não implementam uma cultura, de fato, sustentável. Concorda? Por que isso acontece?
Concordo. Falta a cultura sustentável, que acontece através de algumas ações:
- Educação: Desde o ensino fundamental, as crianças devem aprender pequenas ações sustentáveis, como acontece em Curitiba, por exemplo. Lá as pessoas aprendem desde cedo que não se pode jogar papel no chão.
- Consequência de uma ação não sustentável: Quando vivemos o racionamento de energia, as pessoas aprenderam a valorizar a água e a energia elétrica. Nem todos permaneceram com as mesmas atitudes por causa da cultura da abundância natural do Brasil, por isso a importância de outra ação:
- Conscientização: Campanhas realizadas pelo governo, ONG’s, seja em mídias sociais ou das mais diversas maneiras, elas servem para causar a reflexão nas pessoas: “você é ou não responsável?”. Um exemplo foi a campanha que o Greenpeace fez para os apaixonados pela Apple, questionando se eles estavam consumindo um produto sustentável. Como resultado, cerca de um milhão de clientes questionaram Steve Jobs, responsável pela Apple na época, sobre o que a empresa fazia em prol da sustentabilidade.
Afinal, como entender a sustentabilidade como um negócio?
A sustentabilidade é um processo de aprendizado, de debate. Para falar de sustentabilidade, falo do futuro, com o pé no presente; questiono “que tipo de futuro quero construir?” e a partir disso, penso um negócio que visa atender essa necessidade. As atitudes de responsabilidade sócio-ambiental são ações, mas a meta é a sustentabilidade, feita de maneira a gerar lucro.
Como aplicá-la?
Albélio: Para empresa aplicar a sustentabilidade, ela precisa levar em conta três fatores: a sociedade, os recursos e a tecnologia. Por exemplo: as empresas que vendem as máquinas de lavar louça que permite a limpeza com água fria (a maioria precisa de água quente para dissolver o produto que faz a higienização). Essas empresas pensaram na sociedade, que vai economizar a energia que esquentava a água e a conta vai ficar mais barata; nos recursos: precisamos racionar a energia e diante disso, desenvolveram a tecnologia. Resultado: contribuiu para o meio ambiente e gerou um produto que vai gerar lucro: essa é uma ação sustentável.
*Michele Amaral - é jornalista e assessora de imprensa do B.I. International
Qualificação executiva impulsiona o Brasil
Veículo: – Diário do Comércio
Geração Y precisa de planejamento
Veículo: – Diário do Comércio
É necessário capacitar profissionais para o e-commerce urgentemente, afirma especialista
As demandas aumentaram, mas a formação profissional, de modo geral, ainda deixa a desejar
Com o crescimento da economia brasileira, são poucos os setores que não reclamam de escassez de mão de obra qualificada. As demandas aumentaram, mas a formação profissional, de modo geral, ainda deixa a desejar. Mais recentemente, o problema tem preocupado a área de e-commerce, uma das mais promissoras no país e cujo faturamento vem atingindo níveis cada vez maiores. Segundo especialista, só há um caminho: investir em capacitação e formação continuada.
O e-commerce tem apresentado crescimentos acima dos verificados no varejo convencional. Apenas para este ano, a e-bit e a camara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico) esperam um crescimento nominal de 30% frente a 2010, enquanto a Fecomercio-SP (Federação do Comércio de São Paulo) estima uma alta de 8% para o varejo, considerando um cenário otimista, segundo artigo publicado pela InfoMoney.
A falta de profissionais para atuar no e-commerce está fazendo com que as empresas virtuais ampliem cada vez mais seus benefícios para reter talentos. Ganham, com isso, profissionais da área de varejo, tecnologia e marketing, visto que o setor é relativamente novo no Brasil.
“Conhecer as rotinas de negócios e ter afinidade com tecnologia, finanças e marketing amplia as chances do profissional de se dar bem nessa área, independentemente da área de formação”, afirma Alexander Damasceno, diretor presidente do B.I. International.
A tendência é que as unidades de negócios virtuais das empresas fiquem mais independentes. Com isso, amplia-se a demanda, principalmente de profissionais de compras, planejamento financeiro e business intelligence. “Quem quiser aproveitar esse novo mercado, deve ficar atento não apenas às habilidades técnicas, mas às comerciais”, afirma Damasceno.
Veículos: Portal Administradores, Blog SigmaEstatistica, Blog Prof.Milton, WebFórum
Conhecer para reter os talentos Y
Novos profissionais possuem uma facilidade para inovar e para enfrentar novos desafios, características essenciais no mercado competitivo atual, afirma professor
Pesquisa recente da consultoria de gestão Hay Group, realizada com mais de 5,5 mil jovens mostrou que um quinto dos entrevistados já está exercendo cargo de liderança em equipes de trabalho. “Conhecer esta nova geração pós anos 80 é, no mínimo, necessário para a gestão estratégica da organização. Entendê-la e valorizá-la pode ser a chave para um sucesso ainda maior”, afirma Alexander Damasceno, diretor da escola de negócios B.I. International.
Damasceno explica que estes novos profissionais possuem uma facilidade para inovar e para enfrentar novos desafios, características essenciais no mercado competitivo atual. “Os Y são grande parte de nossos alunos. Eles são naturalmente empreendedores, inovadores e ousados. Normalmente, investem na carreira com cursos diferenciados e networking internacionais. Esses profissionais são o que as empresas precisam para se manterem competitivas”, afirma.
Outras características desses profissionais foram apontadas em estudo feito pela Bridge Research com 672 profissionais entre 20 e 29 anos em SP, RJ e Porto Alegre. A pesquisa identificou que os principais traços do perfil da Geração Y são:
1- Relação diferente com hierarquia, horários e produtividade.
2- Profissionais que preferem vestir a própria camisa à da empresa.
3- Para permanecer na empresa o essencial é ter feedback constante dos gestores.
4- Buscam mais do que salários e benefícios: são movidos a desafios contínuos.
5- O comprometimento e permanência na empresa depende da capacidade de inovação da organização.
Alexander Damasceno conta que, em virtude desse perfil peculiar, as empresas precisam, muitas vezes, mudar a forma de gerir. “Dar voz a estes profissionais e possibilitar uma flexibilidade de horário, são atitudes importantes do gestor. O profissional precisa se sentir motivado, caso contrário, pode sair em busca de oportunidades que atendam suas necessidades”, alerta.
Como possuem o perfil inovador, querem desenvolvê-lo, por isso gostam de atuar em empresas que permitam a inovação. De acordo com Damasceno, os Y vêem no trabalho não apenas uma forma de ganhar dinheiro, mas de se desenvolver, o que justificaria o resultado da pesquisa de que eles vestem a própria camisa. “Essa geração quer trabalhar sim, mas quer fazer isso com alegria e satisfação pessoal. Para reter esses talentos é preciso motivá-los, incentivar o desenvolvimento da inovação na organização, mostrar para eles o que precisa ser mudado e quais expectativas têm sido cumpridas, enfim, é preciso estabelecer uma relação próxima à amizade, ao invés da costumeira relação de chefe e subordinado”, afirma.
Veículos: Portal Administradores, DP Empresarial, Blog Jac Bueno, PSMG Produções
Curso superior pode garantir vaga
Veículo: Diário do Comércio

